sexta-feira, 8 de março de 2013

Receita de Pão-de-ló à Moda do Minho





12 gemas
130 g de farinha de trigo c/ fermento
250 g de açúcar
4 ovos
Confeção:
Unte uma forma de chaminé e forre-a com papel vegetal, também ele untado. Reserve.
Bata muito bem as gemas com os ovos e o açúcar, até obter uma gemada volumosa e esbranquiçada (cerca de 25 minutos com batedeira e 45 minutos à mão).

Adicione a farinha em chuva e continue a bater até perfazer o tempo, isto é, 35 minutos à máquina e 1 hora à mão.
Leve a cozer em forno quente, pré-aquecido bem quente, cerca de 30 a 40 minutos.
A meio da cozedura, quando o pão-de-ló já estiver bem crescido e fofo, reduza o calor e tape a forma com papel vegetal barrado com manteiga. Desta forme, evitará que escureça muito à superfície, antes de cozer por dentro.


Receita de Pudim Abade de Priscos

 




½ casca de limão
1 colher (sobremesa) de farinha
1 colher (sopa) de vinho do Porto
1 pau de canela
1,5 dl de água
12 gemas
400 g de açúcar
50 g de toucinho fresco
caramelo líquido p/ untar a forma
Confeção:

Coloque um tacho ao lume com a água, o açúcar, a casca de limão, o toucinho e o pau de canela. Deixe ferver durante 2 minutos e passe depois a calda por um passador de rede.
À parte, desfaça a farinha com as gemas e verta a calda em fio, mexendo sempre. Deixe amornar e junte o vinho do Porto.
Deite o preparado numa forma de pudim caramelizada e leve a cozer em banho-maria a 190° C, durante 1 hora.
Retire depois de cozido, deixe arrefecer muito bem e desenforme.



domingo, 3 de março de 2013

Receita de Cataplana á Algarvia




1 Kg de amêijoas
500 Grs de Camarão
800 Grs de carne de porco
200 Grs de presunto sem sal
100 Grs de toucinho entremeado
1 Chouriço pequeno de carne
1 Copo de vinho tinto
1,5 Dl de azeite
2 Colheres de sopa de banha
1 Folha de louro
sal q.b
3 Dentes de alho
2 Cebolas
2 Colheres de sopa de colorau doce
1 Molhinho de salsa
1 Molhinho de coentros
Piripiri q.b




Lave as amêijoas e ponha-as de molho durante 2 horas, em água fria temperada com sal.
Corte a carne de porco, o presunto e o toucinho aos cubos, se possível todos do mesmo tamanho.
Tempere com sal, alhos pisados, colorau, o copo de vinho tinto, folha de louro e piripiri, misture tudo muito bem e, deixe a marinar cerca de 3 horas.
Pele as cebolas, e corte-as em meias luas finas.
Ponha o azeite e a banha no fundo da cataplana e as cebolas e leve ao lume a refogar.
Quando a cebola estiver transparente junte as carnes marinadas, as amêijoas escorridas e passadas por água corrente, o camarão descascado, o chouriço às rodelas e o molhinho de salsa e coentros.
Feche a cataplana e leve ao lume médio a cozinhar cerca de 25 minutos.


Receita de Açorda à Alentejana




1 bom molho de coentros ( ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas) ;
2 a 4 dentes de alho ;
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso ;
4 colheres de sopa de azeite ;
1,5 litro de água a ferver ;
400 g de pão caseiro (duro) ;
4 ovos


Pisam-se num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, a que se retirou o grelo, e o sal grosso. Deita-se esta papa na terrina ou numa tigela de meia cozinha, que neste caso fará ofícios de terrina. Rega-se com o azeite e escalda-se com água a ferver, onde previamente se escalfaram os ovos (de onde se retiraram). Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa. A esta sopa dá-se o nome de «sopa azeiteira» ou «sopa mestra».
Introduz-se então no caldo o pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos com uma faca, ou partido à mão, conforme o gosto.
Depois, tapa-se ou não a açorda, pois uns gostam dela mole e outros apreciam as suas sopas duras. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina, também conforme o gosto.
A açorda é, fora do Alentejo, o prato mais conhecido da culinária alentejana. Vai à mesa do pobre e do rico e raro é o dia em que não constitui o almoço do trabalhador rural. Tem muitas variantes, mais influenciadas pela mudança de estações do que, como é regra em cozinhas tradicionais, de terra para terra. É sempre um caldo quente e transparente, aromatizado com coentros ou poejos, ou os dois, alhos pisados com sal grosso e condimentado com azeite. Dão-lhe consistência fatias ou bocados de pão de trigo, de preferência caseiro e duro. Acompanha-se geralmente com ovos escalfados, que também podem ser cozidos, e azeitonas. Muitas vezes, na água utilizada já se cozeu uma posta de pescada ou de bacalhau. Também pode ser acompanhada com sardinhas assadas ou fritas e, no Outono, é muitas vezes enriquecida com tiras finas de pimento verde, que se escaldam com a água ao mesmo tempo que as ervas, e acompanhada com figos maduros ou um cacho de uvas brancas de mesa.